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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Dia "D"

Nove de Dezembro é quando o blog será julgado, mais calma não é necessário pânico, como já dizia Bob Marley "Tudo vai dar certo."


Seu navegador não suporta o vídeo.



Everything Is Gonna Be Alright
Bob Marley
Idioma original: ING
"Don't worry about a thing,
'Cause every little thing gonna be all right.
Singin': "Don't worry about a thing,
'Cause every little thing gonna be all right!"

Rise up this mornin',
Smiled with the risin' sun,
Three little birds
Pitch by my doorstep
Singin' sweet songs
Of melodies pure and true,
Sayin', ("This is my message to you-ou-ou:")

Singin': "Don't worry 'bout a thing,
'Cause every little thing gonna be all right."
Singin': "Don't worry (don't worry) 'bout a thing,
'Cause every little thing gonna be all right!"

Rise up this mornin',
Smiled with the risin' sun,
Three little birds
Pitch by my doorstep
Singin' sweet songs
Of melodies pure and true,
Sayin', "This is my message to you-ou-ou:"

Singin': "Don't worry about a thing, worry about a thing, oh!
Every little thing gonna be all right. Don't worry!"
Singin': "Don't worry about a thing" - I won't worry!
"'Cause every little thing gonna be all right."

Singin': "Don't worry about a thing,
'Cause every little thing gonna be all right" - I won't worry!
Singin': "Don't worry about a thing,
'Cause every little thing gonna be all right."
Singin': "Don't worry about a thing, oh no!
'Cause every little thing gonna be all right!

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Everythings Gonna Be Alright

"Não se preocupe com nada,
Porque cada pequena coisa vai ficar bem
Dizendo, não se preocupe com nada,
Porque cada pequena vai ficar bem!"

Levantar esta manhã
Sorrir com o sol nascente
Três pequenos pássaros
Pela minha porta
Cantando músicas doces
De melodias puras e verdadeiras
Dizendo:( "Esta é a minha mensagem para você")

Não se preocupe com nada,
Porque cada pequena coisa vai ficar bem.
Dizendo, não se preocupe (não se preocupe) com nada,
Porque cada pequena coisa vai ficar bem!"

Levantar esta manhã
Sorrir com o sol nascente
Três pequenos pássaros
Pela minha porta
Cantando músicas doces
De melodias puras e verdadeiras
Dizendo:( "Esta é a minha mensagem para você")

Cantando não se preocupe com nada, se preocupar com nada, oh!
Cada pequena coisa vai ficar bem" Não se preocupe!
Cantando não se preocupe com nada"- Não vou me preocupar!
Porque cada pequena coisa vai ficar bem."

Cantando não se preocupe com nada,
Porque cada pequena coisa vai ficar bem" - Não vou me preocupar!
Cantando não se preocupe com nada,
Porque cada pequena coisa vai ficar bem"
Cantando não se preocupe com nada, oh não!
Porque cada pequena coisa vai ficar bem".

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A apresentação

No dia 08/12/2009, a dupla fez a apresentação do ensaio, expondo o tema escolhido e aprofundando um pouco mais sobre a relação do reggae e da indústria cultural.
Para ilustrar o que falamos, levamos para mostrar na sala de aula produtos que representam a industrialização do estilo musical jamaicano. Entre tais produtos estavam: duas camisas e uma bolsa que utilizam as ‘cores do reggae’- que na verdade são as cores do movimento rastafari- , um CD de Bob Marley, que é o nome mais conhecido do reggae, sendo considerado o Rei de tal estilo musical, e um livro que se intitula “Bob Marley por ele mesmo” do escritor Marco Antônio Cardoso. Além disso interagimos com a turma encontrando uma aluna que usava a ‘pulseira do reggae’, e exemplificamo-la como uma vítima da indústria cultural.

O ensaio

“Os dirigentes do sistema impõem seu lema: livre mercado mundo educado para consumir e existir sem questionar(...)” (Tribo de Jah)

1. Introdução

O trabalho proposto tem por objetivo analisar os reflexos da Indústria Cultural nas manifestações artísticas, utilizando o Reggae como exemplo. Este que de início tinha um caráter contrário aos valores pré-estabelecidos - a sociedade capitalista e os seus efeitos negativos - hoje é mais uma vítima do que anteriormente combatera.
Para tanto, tomam-se por base as teorias da comunicação de massa e usam-se como referenciais teóricos os estudos de Adorno, Horkheimer e outros estudiosos da Escola de Frankfurt, para assim mostrar como a Indústria Cultural causou uma alienação no público alvo e modificou a identidade reggueira. Para melhor visualização desse processo, será exposto o conceito de Indústria Cultural, um breve retrocesso da história do Reggae e como aos poucos a primeira foi ganhando espaço e sobrepondo-se à segunda.

2. Indústria Cultural

Após os estudiosos da Escola de Frankfurt terem feito uma distinção entre "cultura de elite", "cultura de massa" e "cultura popular", perceberem que a reprodução em série da obra para transformar-se em bens de consumo de massa tira sua 'aura', ou seja, a essência de obra contendo "elementos espaciais e temporais: a aparição única de uma coisa distante, por mais perto que ela esteja" (Benjamin, 1935-1936, p.170), cria-se o termo Indústria Cultural. Este, utilizado pela primeira vez 1941 em "Arte e Cultura de massa" por Horkheimer, designa o processo de exploração cultural para fins comerciais impulsionado pela Revolução tecnológica-industrial.

A indústria cultural não é, pois, simplesmente mais um ramo da produção na diversificada produção capitalista, ela foi concebida e reorganizada para preencher funções sociais específicas, antes preenchidas pela cultura burguesa, alienada de sua base material. (FREITAG, 2004, p.72)

Este processo caracterizado pela aculturação dos valores artísticos de uma obra de arte, pela inserção da mesma nas mídias para um consumo de massa, atribuindo-lhes um caráter de mercadoria, refletiu-se nas diversas formas de arte, por exemplo, a célebre pintura de Leonardo da Vinci, A Última Ceia. Hoje, considerada um produto de massa por conta da sua reprodução em série. O cinema também passou por esse processo de aculturação, pois, inicialmente era produzido como forma de arte, hoje, sendo suprimido pelo mercado cinematográfico, deixou de ser uma expressão de arte para ser uma forma de entretenimento para a massa. Tal procedimento de massificação também ocorreu com a música.
Adorno em seu artigo "Sobre a situação social da música (1932)", afirma que embora a música contenha um caráter contestatório enquanto crítica das relações de produção capitalista é um produto específico dessas relações. Este argumento pode ser exemplificado, com as transformações sofridas em decorrência, também, do capitalismo, com o estudo do reggae.

3. Um breve retrocesso histórico do Reggae

Como no Brasil, a ilha onde se originou o reggae, a Xamayca - terra das primaveras - foi vítima das práticas exploratórias do sistema colonial e para suprir a necessidade de mão-de-obra, africanos foram tirados à força de seu continente para trabalharem nas plantações do Novo Mundo.
Na busca em preservar as tradições africanas, os povos trazidos de lá dedicavam-se a práticas religiosas parecidas com as afro-brasileiras, como o candomblé, que se faz o uso do forte ritmo dos tambores. Além disso, os trabalhos realizados no campo eram ritmados com canções africanas do tipo chamada-resposta que, segundo os colonizadores ingleses aumentava a produtividade. E assim, a sonoridade vinda dos tambores teve influência direta sobre os ritmos que antecederam o reggae. Este “desenvolveu-se baseado no ritmo das músicas de trabalho que ajudavam os escravos a sobreviver através de longas horas de esforço estafante com a picareta” (CARDOSO, 1997, p.18)

4. A evolução do ritmo

A evolução musical que resultou no reggae iniciou-se com o mento, forma de manifestação folclórica africana que usa uma grande variedade de instrumentos. Este contribuiu para impulsionar a indústria fonográfica da ilha.
O mento também motivou o surgimento do ska, estilo que nascera ligado ao período de grande afirmação dos valores locais, por isso, Steve Barrow chamou o ska de “declaração da independência musical jamaicana”. Posteriormente, surge o rockstead, ritmo vibrante que dominou as paradas jamaicanas e antecedeu o reggae.

Quando se escuta todos esses ritmos, desde mento até reggae, percebe-se a exposição do problema da identidade. A raiz africana está presente, particularmente na utilização da percussão. (CARDOSO: 2004, p.25)

5. O Reggae Roots e a afirmação de uma identidade

Após a consolidação do ritmo, inicia-se a era dourada da música jamaicana, período que corresponde ao Roots Reggae (1968-1985), marcando a diversificação e a expansão do reggae além das fronteiras da ilha.
A situação social, econômica e cultural da Jamaica teve uma influência direta nas letras das músicas, que transmitia mensagens de alerta à situação social daquele povo, as referências à Bíblia e as louvações à Jah. O movimento Rastafari também influenciou os artistas do reggae.

6. Bob Marley e a internacionalização do Reggae

Até meados dos anos 1970, o reggae esteve limitado à ilha e a algumas comunidades jamaicanas que se estabeleciam nos grandes centros ingleses, americanos e canadenses. O mercado internacional ganhou espaço com a ascensão do grupo conhecido por Bob Marley and The Wailers, que gravou seu primeiro disco visando uma audiência específica: o público de rock. Para isso, o autêntico reggae roots sofreu modificações para ser inserido dentro dos padrões internacionais. Percebe-se com isso, que os produtores fizeram uso, propositalmente ou não da Abordagem Empírica de Campo, que através do ‘usos e gratificações’, adaptaram o ritmo ao gosto do público alvo.
Essas modificações resultaram no ‘reggae internacional’, um novo estilo do reggae que, embora possua um ritmo que atenda aos apelos comerciais, não se desprendeu de sua essência, visto que, as mensagens de cunho sócio-político e espiritual ainda estavam presentes. Este processo causou grande impacto no público e nos artistas locais, que passaram a ter de escolher o mercado interno jamaicano ou a audiência externa. Sobre essa mudança na indústria do reggae, afirma o Rei Bob Marley:

As únicas mudanças que podem acontecer na indústria como a que conhecemos agora é se a gente fizer a mudança acontecer. As pessoas que fazem música. As pessoas que têm a música não têm proteção. Porque os outros são apenas intermediários. Assim, não se pode ter um sujeito que possua estúdios de gravação e não conheça a nota Sol. [...] Ainda assim ele quer capitalizar a música. (CARDOSO, 2004, p.63)

7. Reggae no Brasil

No Brasil, a cidade de São Luís do Maranhão, é considerada a “Jamaica brasileira” devido ao espaço que o reggae conquistou nela a partir de meados década de 1970 até os dias atuais. As versões sobre o surgimento do reggae em São Luís são difusas, por isso não se pode dizer ao certo como esta se deu.
Alguns afirmam que foi a partir de rádios amadores que tinham contato com outros terminais de várias regiões da América. Outros asseguram que foi através de marinheiros que chegavam no Porto do Itaquí, em São Luís, que sem dinheiro trocavam vinis de reggae por comida, bebida e prostitutas. Outros alegam que a chegada do reggae em São Luís se deu através de Belém do Pará, devido à proximidade geográfica entre o Pará e as ilhas Caribenhas e as fronteiras do mesmo com o Maranhão.
Na verdade, o que se pode afirmar é, desde a sua introdução no Brasil, o novo público desconhecia a sua filosofia. Ninguém sabia sobre a religião Rastafari ou o contexto social da Jamaica, e por coincidência, apesar de nada ter a ver com isso, inicialmente o reggae fez sucesso com as camadas menos favorecidas da sociedade maranhense. Assim foram criadas as radiolas, que são aparelhos de som exclusivos para reproduzir o reggae.
Com o tempo o reggae começou a ganhar mais espaço e a se popularizar. Cada vez mais pessoas escutavam a musica, mas agora não se contentavam apenas com os melôs (espécie de paródias criadas pelos DJs), procuravam saber o que realmente significavam as letras. O público não era mais o mesmo, agora havia universitários e intelectuais que o ouviam. A partir dessa elitização as primeiras bandas de reggae nacionais começaram a aparecerem, elas diferenciavam-se do reggae tocado nas radiolas, pois cantavam em português e com uma nova mistura de ritmos - os do reggae somados a algumas batidas locais -, além de tratar da temática social local.
A partir dessa popularização, o reggae começou a ganhar espaço na mídia, e expandindo suas fronteiras para o restante do país. Hoje, o que permaneceu do reggae inicial foi apenas o estilo da melodia, pois os temas abordados nas canções não são mais de crítica.

8. O Reggae como produto de massa

A partir do momento que o reggae mudou o público alvo e começou a exportar o ritmo peculiar daquela ilha, transformou-se em mais um produto da Indústria Cultural, pois perdeu seu caráter contestatório ao capitalismo, passando a ser uma vítima do mesmo.

Vítimas da ideologia são aqueles que ocultam a contradição, em vez de acolhê-la, como Beethoven, na consciência da própria produção. Em música, ele refez a cólera pelo soldo perdido e deduziu aquele metafísico “Assim deve ser”, que procura superar esteticamente- assumindo-a em si mesmo- a necessidade do mundo, a necessidade de pagar o aluguel. O principio da estética idealista, a finalidade sem fim, é a inversão do esquema a que obedece- socialmente- a arte burguesa: inutilidade para os fins estabelecidos pelo mercado. Por fim, na demanda de divertimento e dissensão, a finalidade devorou o reino da inutilidade. Mas como a instância da utilizabilidade da arte se torna total, começa a se delinear uma variação na íntima estrutura econômica das mercadorias culturais. (ADORNO: 2007, p.60)

Assim, o reggae foi perdendo gradativamente suas características iniciais. A temática social e o caráter ideológico da sua música foram se perdendo e sendo esquecidos para dar lugar ao que se vende mais facilmente. Com isso, as músicas passaram a falar de temas menos impactantes como o amor e a natureza. “A indústria cultural [...] elimina a dimensão crítica ainda presente na cultura burguesa, fazendo as massas que consomem o novo produto da indústria cultural esquecerem da sua realidade alienada”. (FREITAG, 1994, p.72)
Hoje, salvo algumas exceções no cenário da indústria fonográfica brasileira, como as bandas ponto de equilíbrio, mato seco, leões de israel. Pode-se dizer que o processo de midiatização do reggae está completo, pois, observa-se que bandas/cantores que têm espaço na mídia do nosso país são artistas que se seguem uma padronização, que estão mais para ‘vender uma imagem’, sendo o caso de Armandinho, Edu Ribeiro, Natiruts, Planta e raiz, Felipe Dylon, etc. Sobre isso, “O mercado de massa impõe uma padronização e organização dos gostos de público e as suas necessidades impõem esteriótipos e baixa qualidade”. (WOLF. 2008, p.76)
Além disso, encontra-se em lojas de grife ou sendo vendido por hippies camisas, pulseiras, artesanatos em geral com as “cores do reggae” – verde, amarelo e vermelho – que na verdade são as cores da bandeira do movimento rastafari, e muitos consumidores nem sabem o que essas cores representam.
Embora ainda haja uma estereotipação “elemento indispensável para organizar e antecipar as experiências da realidade social que o sujeito cumpre” (WOLF, 2008, p.83) do público reggueiro, muitas vezes vítimas de preconceito, considerados alternativos, usuários de maconha, etc. Percebe-se que a massificação do ritmo causou uma “democratização” do mesmo, pois, vê-se habitualmente a penetração de outras tribos em shows de bandas de reggae, já que “A influência da indústria cultural em todas as manifestações, leva à alteração da própria individualidade de quem frui: ele é como prisioneiro que cede à tortura e acaba confessando qualquer coisa, inclusive o que não cometeu”. (WOLF, 2008, p.78)

9. Considerações finais

A partir dessa análise percebe-se a indústria cultural não só como um fenômeno universal que apodera-se das demais formas de arte, mas também como um fenômeno irreversível que não pode ser rejeitado. A alienação causada por este fenômeno altera a percepção de como seria concebida a identificação cultural. “A identidade torna-se uma "celebração móvel": formada e transformada continuamente em relação às formas pelas quais somos representados ou interpelados nos sistemas culturais que nos rodeiam" (HALL, 2003, p.13)
É necessário então, criar maneiras de adaptar-se à indústria cultural, seja ela numa nova forma de relacionar-se com os meios de comunicação de massa ou com a cultura industrializada. Para assim, não acontecer com outras manifestações culturais enraizadas o que aconteceu com o reggae: perder sua identidade para tornar-se um produto capitalizado para àqueles que nem conhecem sua história.



Referências:

ADORNO, Theodor. Indústria cultural e sociedade. Rio de Janeiro: Paz e terra S/A, 2002.

FREITAG, Bárbara. A teoria crítica ontem e hoje. São Paulo: Brasiliense, 2004.

WOLF, Mauro. Teorias da comunicação de massa. Trad. Karina Jannine. São Paulo: Martins Fontes, 2008.

PUTERMAN, Paulo. Indústria cultural: a agonia de um conceito. São Paulo: Perspectiva, 1994.

BOLAÑO, César. Indústria cultural informação e capitalismo. São Paulo: Hucitec/Pólis, 2000.

CARDOSO, Marco Antônio. Bob Marley por ele mesmo. São Paulo: Martin Claret, 2004.

SILVA, Carlos Benedito Rodrigues da. Da terra das primaveras à ilha do amor: reggae, lazer e identidade cultural. São Luís: EDUFMA, 1995.

ALBUQUERQUE, Calos. O eterno verão do reggae. São Paulo: Ed. 34, 1997 (Coleção Ouvido musical)
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.

Referências on line.

ARAÚJO, Elaine Peixoto. O reggae ludovicense: uma leitura do seu sistema léxicosemântico. Revista Philologus / Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Lingüísticos - Ano 10, nº 28, Rio de Janeiro: CiFEFil, 2004. Disponível em: http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=artigos/docs/reggae_ludovicense (acessado em 02/12/09)

BRASIL, Marcus Ramúsyo de Almeida. Percurso Histórico das Mídias de Reggae em São Luís – MA: 30 anos. 2006. Disponível em:
http://www.jornalismo.ufsc.br/redealcar/cd4/sonora/m_brasil.doc (acessado em 29/11/09)

http://www.reggaemovimento.com/reportagens/view.php?id=outros_20080821_rastafari:-cultura-de-resistencia (acessado em 29/12/09)

domingo, 6 de dezembro de 2009

Relatório sobre a criação do ensaio

Primeiramente, por que terra das primaveras como nome do blog?

Como a proposta inicial do conteúdo do blog seria o relatoria do ensaio da disciplina Teoria da Comunicação, e o nosso ensaio relata os reflexos da Indústria Cultural nos reggae, procuramos um endereço relacionado ao reggae. Terra das primaveras é a tradução para Xamayca, nome dado pelos nativos da famosa ilha caribenha que hoje conhecemos por Jamaica, o berço do reggae.


A proposta desse blog, é servir como avaliação da 3ª unidade da disciplica Introdução à Informatica, lecionada por Jussara Moreira. O conteúdo deste, será os relatórios e trabalhos apresentados ao longo do mês de novembro/dezembro.


26.10 (quinta)
A dupla começa as leituras a cerca da Indústria Cultural, através dos livros: A teoria crítica ontem e hoje, Indústia cultural e sociedade e o que é industria cultural? Porém, o tema a ser desenvolvido no trabalho ainda não foi definido.

27.10 (sexta), Após muita discussão sobre a escolha do tema, enfim um consenso, falaremos sobre o reggae. E porque esse tema? Primeiramente, a escolha relacionado à música foi justamente porque os estudiosos da Escola de Frankfurt também iniciaram seus estudos a cerca da indústria cultural a partir de estudos sobre a música. E porque o reggae? Quem está por dentro da indústria cultural (a essa altura, o primeiro período todo) sabe que, a "base" da indústria cultural é a desauratização de uma obra de arte para a mesma tornar-se mercadoria, um produto do capitalismo. O reggae por sua vez, nasceu combatendo justamente o capitalismo e todas as mazelas da babilônia, o mundo ocidental. Então, a partir desse ponto em comum, mostraremos como o reggae tornou-se vítima do capitalismo por causa da indústria cultural.

29.10 (domingo). Neste domingo, a dupla se reuniu para montar o corpo do trabalho, ou seja, definição de como abordaremos o tema, como será argumentado, os objetivos do trabalho, etc. Depois de definido, começamos a introdução, porém, não continuamos o trabalho por falta de uma base maior sobre a história do reggae. Foi decidido então, que só continuaríamos o trabalho depois de um maior embasamente sobre o reggae.

03.12 (quarta). Após muita leitura sobre o descobrimento da Jamaica, a história dos povos que a habitavam antes de sua colonização, o surgimento dos ritmos que serviram de suporte ao reggae, a história do próprio reggae, as origens e influências do Movimento Rastafari, a introdução do reggae no Brasil e como ele ganhou espaço em São Luis, sobre os reflexos da indústria cultural no reggae, entre outros temas, sentimos segurança para dar continuidade ao trabalho.
Tivemos como referências os livros,


04.12 (sexta). Mais leitura sobre indústria cultural, agora com tais livros: 'indústria cultural, informação e capitalismo', 'teorias da comunicação - conceitos, escolas e tendências', 'Indústria cultural: a agonia de um conceito'. Também assistimos os vídeos sobre o reggae para assim podermos discutir sobre 'o reggae como um produto de massa'.

Kayamar Panzarini